quinta-feira, 25 de março de 2010

Ah, se eu soubesse....

Tenho tentado nessa nova fase da minha vida , viver o presente e não me preocupar com esse tal futuro.

Outrora, me pertubei demais, chorei demais, pro uma situação que talvez nem chegue, futuro.

Hoje, pergunto: valeu ?

Não valeu. Presente é uma dádiva, por isso é presente. A vida cheia de coisas lindas e vocês , eu , vivendo o depois.

Os dias, cheiros dos mesmos, um dia de sol, o encontro com um amigo, o sorriso de alguém que você nunca viu e talvez nunca mais verá. Gentil.

Sorvete, essas coisinhas do sentar, deitar , levantar.......

È, pra quê viver lá na frente?

Li certa vez um livro, e eis abaixo o relato que mais me chamou atenção. Sabias colocações de quem viveu, e gostaria de viver novamente, dessa vez, sem essa preocupação demasiada com o tal futuro, e se ele chegar que chegue florido com as sementes de hoje, e que venha leve com o vento suave do viver agora, sem tempestades de preocupação.

Tentando me libertar , buscando apenas sentir, essa viagem tão linda que é viver, apenas viver......

Gardênia , março de 2010.

“Se eu pudesse começar de novo, me atreveria a cometer mais erros. Eu relaxaria. Faria mais exercícios, seria mais tola. Eu levaria menos coisas a serio e iria aproveitar mais as chances. Teria viajado mais,escalado mais montanhas e nadado em muitos outros rios. Teria tomado mais sorvetes e comido mais feijão. Eu teria, talvez, mais problemas verdadeiros, mas menos imaginários.

Vejo você, eu sou uma dessas pessoas que viveu sensata e sadiamente, hora após hora, dia após dia. Ah, eu tive meus momentos, mas se pudesse fazer de novo, eu teria mais deles. Na verdade, eu iria tentar não ter nada alem deles – só momentos – um após o outro, em vez de viver os anos a frente.

Tenho sido uma dessas pessoas que nunca sai para qualquer lugar sem um termômetro, uma bolsa de água-quente, uma capa de chuva e um pára-quedas. Se eu pudesse ter minha vida de volta, eu começaria a andar descalça na primavera e assim iria ate o outono. Eu dançaria mais, me divertiria mais nos carrosséis, iria pegar mais margaridas.”

Nadine Stair, no seu 93° aniversario.

Livro: Ah, se eu soubesse... de Richard Edler.

Do livro: Mulheres de aço e de flores.

O que tenho é quase nada, mas seguro com as duas mãos".

"O amor completa os espaços. Supre a carência, suplanta os temores".

"Uma vida inteira sem flores não é nada diante de uma única primavera florida!".

"O que faz a diferença no mundo é o jeito como olhamos para ele".

"Juventude não tem paciênciq para lavagens demoradas. É por isso que o povo anda encardido demais. É só ar uma olhada nos colarinhos dos apressados".

"Eu sou feita de assombros. Descubro o tempo todo o avesso da pergunta. Deus me livre de duvidar! Há um jeito mais interessante de manter a incredulidade sob controle".

"Eu não sei onde mora a raiz da mágoa. O que sinto é a sua ardência na alma".

"O que conheço do amor é sua pressa. De chegar e de partir."

"O amor tem o poder de dispersar a timidez".

"O amor tem o poder de prolongar as distâncias. Os passos perdem a pressa. Chegar não é o mais importante. O encanto está no ir. Um ir eterno, sem destino, sem tréguas. Um chegar que não chega nunca".

"O amor faz esquecer as ofensas"

"O amor ainda é a forma mais aprimorada de oração".

"O amor tem o poder de apagar o passado".

"Fico intrigada com essa história de que Deus tenha disposição de enxergar pavios de velas acesas. E o pior, ter de sabwr a razão de cada uma delas. Eu confesso que isso fragiliza ainda mais minha capacidade de crer em Deus. Imaginá-lo assim, necessitando de pavios acesos para que tenha gestos de bondade, ou pensar que ladainhas em reto tom em tardes de domingo possam agradar-lhe os ouvidos é quase uma afronta à minha inteligência."

"Passo na porta de Igreja e já sinto um arrepio na espinha quando ouço aquela lamúria desafinada. Não posso acreditar que exista alguma sacralidade naquele acontecimento".

"O amor sobrevive é de intervalos".

"O intervalo faz rebrotar a primeira paixão, o primeiro encontro. Faz nascer a saudade, o elemento que mensura o amor. Amor que não sofre de saudade desanda, perde a consistência".

"O sabor está nas passagens. O definitivo é cansativo demais. (...) Tudoo que não muda nos condena, nos condiciona. O bom da vida é saber que passa. Um fim de tarde com toda a sua beleza não cabe no tempo. E por isso ele se vai. (...) A beleza está nos intervalos, nos espaços de luz em que a sombra já se mostra".

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