terça-feira, 14 de junho de 2011

Juju




Minha Juju;

Assim chamava você, Juju que lembra Jujuba, de doce, de vontade de morder!
Sempre, onde eu estivesse, parava e pensava naquela casa de esquina, rua larga, rua que muitas vezes em minha infância guardou tantas risadas, gritos, brincadeiras.
Juju, ainda sinto quando fecho os olhos, o cheiro gostoso de suas comidinhas, e o meu doce de leite? Hummmmm, ai, meu doce de leite.
Achava que você iria ser ainda mais forte, e quando no Natal te disse que iria te ver, nem imaginava que seria o nosso adeus.
Tia, pensar em você só me lembra do olhar mais terno que senti os dedinhos gordinhos, abraço gostoso.
Os dias agora ficarão mais tristes quando pensar em você é mais um vazio que abre no peito, mais um de tantos vividos por nós, não é verdade?
Imagino eu, aqui em meu canto (distante) como você deve ter chegado ao outro lado, na vida verdadeira, para onde todos nós vamos um dia.
Ai minha tia, eu tenho certeza, que onde você está, tem flores lindas.
Tenho certeza que os nossos, te receberam com muito amor.
Para alguém que te amava tanto (meu pai) eu te peço que o abrace por mim.
A vovó Rita (sua irmã) diga que mesmo não a tendo conhecido, que eu a amo, pela imagem que me passaram, pela história de vida.
Quero que fique em paz, sabendo que nós aqui te amamos demais, que só temos lembranças boas de vida.
Tia Juju, vou sentir falta de apertar, colocar no colo onde um dia fui tão ninada.
Mas, penso eu, e tenho certeza, nada nessa vida é eterno. Então minha tia, um dia nos encontraremos para comemorarmos quem sabe, um natal, o seu aniversário? Ou apenas a sua existência, não apenas nessa vida terrena, mas como anjo iluminado que é sempre será. Sempre e pra sempre...