quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Saudade

Hoje, muito mais que todos os dias, foi um dia de saudade.
Saudade da maior saudade, aquela que não passa, doe, machuca e temos que conviver.
Li certa vez a seguinte frase: Prender um dedo numa porta doe, machucar a cabeça doe dar uma topada também doe. Mas o que doe mesmo é a saudade.
Saudade de quem se foi quem não anda mais pelas ruas de nossa cidade, nem habita mais em nossas casas, mas ainda mora em nossos corações.
Lembrei hoje dos meus amores que estão no céu. Painho, mainha, meu irmão, minha bisa, meu avô, meus tios queridos, vó cotinha e outros amigos de minha alma.
A vida é isso, quando menos esperamos, perdemos quem mais amamos. Quem muitas vezes nem sabíamos amar tanto e parece que sempre fica aquele buraco no peito onde a pergunta é sempre a mesma: Fiz o que devia ter feito? Falei o que deveria? Infelizmente, sempre nos vemos arrependidos pela falta de palavras tão simples e gestos que deveriam fazer parte do nosso cotidiano.
Hoje, mais que um dia de saudade e imensa saudade, é um dia para refletirmos.
Já disse um dos poetas que mais amo: “É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã, se pararmos para pensar, na verdade não há”. E realmente não há.
Por isso, quando calo e oro, além dos defeitos que sei ter, além das coisas que sonho alcançar, faço um pedido a Deus: Não me deixe ter raiva, rancor e não me deixe ir sem evoluir. Preciso ainda amar muito e ajudar mais, preciso deixar de lado as pequenas coisas desnecessárias, viver as coisas que são fundamentais. As pequenas coisas da alma que grita todos os dias me dizendo: ESTOU AQUI! O céu, a lua, as estrelas, o sorriso de uma criança, os olhos ternos de alguém com longos anos de vida.
Que possamos refletir, pois nada levamos.
Amo ler e li algo sobre Alexandre o grande (não sei dizer se faz parte da história ou algo projetado) em seu momento final fez um pedido: Que os médicos carregassem seu corpo para compreenderem que não há ninguém terreno com poderes sobre a morte. Que suas mãos ficassem penduradas para que as pessoas vissem que de mãos vazias nascemos e morremos. Que as suas joias fossem deixadas pelo caminho para que de uma vez por todas naquele momento os presentes vissem que tudo aqui deixamos.
Então a pergunta é a seguinte: Qual tua missão? O que tua alma pede? O que te faz feliz?
Seja qual for à forma, essa é tua missão. Viva! Tudo é breve.
Faça por onde merecer.
Existem pessoas que pensam o dinheiro comprar tudo, outras que não pensam assim, mas ferem como espada com suas palavras e ações cortantes. Pessoas que acabam uma amizade ou um relacionamento pela forma de pensar pequena, se colocando como eterna. A vida é breve.
Pessoas que negam um sorriso para aqueles que são menores em suas posições terrenas, porém cada um tem uma função e tarefa e todas são valiosas! Ah essas pessoas. Certa vez conheci uma tão pobre, mas tão pobre que ela só tinha dinheiro. Da mesma forma conheci uma que transbordava riqueza em suas palavras e gestos e era seu maior tesouro
É assim.
Hoje deu saudade de deitar no colo da bisa.
Saudade de ouvir meu pai me chamando de neguinha.
Saudade de ver o sorriso e sentir o perfume de minha mãe.
Saudade do colo do vovô.
Saudade.
Saudade.
Estou seguindo, parece que aos poucos estou aprendendo mais, coisas que cada um deles me passou, afinal, cada um que passa leva um pouco de nós e deixa um pouco de si.

Antes de fechar o blog e encerrar esse texto. Dei uma passadinha no face book. Copiei e colei de um amigo meu o texto abaixo (não sei ao certo o autor), mas complementa essa saudade, segue:

Eu tenho saudades de tudo que marcou a minha vida...
Quando vejo retratos, quando sinto cheiros,
Quando escuto uma voz, quando me lembro do passado.
Eu sinto saudades...
Sinto saudades de amigos que nunca mais vi,
De pessoas com quem não mais falei ou cruzei...
Sinto saudades da minha infância,
Do meu primeiro amor, do meu segundo, do terceiro,
Do penúltimo, e daqueles que ainda vou vir a ter.
Se Deus quiser...
Sinto saudades do presente, que não aproveitei de todo,
Lembrando-se do passado e apostando no futuro...
Sinto saudades do futuro, que se idealizado,
Provavelmente não será do jeito que eu penso que vai ser...
Sinto saudades de quem me deixou e de quem eu deixei.
De quem disse que viria e nem apareceu...
De quem apareceu correndo, sem tempo de me conhecer direito...
De quem nunca vou ter a oportunidade de conhecer.
Sinto saudades dos que se foram
E de quem não me despedi direito...
Daqueles que não tiveram como me dizer adeus.
De gente que passou na calçada contrária da minha vida
E que só enxerguei de vislumbre...
De coisas que eu tive e de outras que não tive,
mas quis muito ter...
De coisas que nem sei como existiram, mas que se soubesse,
De certo gostaria de experimentar...

Bom, é isso, sono bateu dormir. Beijos e sejam fortes, um dia vamos todos nos encontrar, esses queridos que se foram estão em um belo lugar( assim acredito) o reencontro será uma grande festa.